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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Tudo Novo de Novo

Paulinho Moska

Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim
Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim
É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos
Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou
E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou
Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Dida

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Problema, oba!
Muito nesses dias, coração cheio na busca de reconhecer em mim tantas coisas ao mesmo tempo, meu encontro comigo, com o outro, com a potência, com a falência, com o espaço, com o tempo, com a afobação, com o ritmo, com o doce e suave, com a brusco e áspero, com aquilo que tento mas não entra, com aquilo que nem penso e já vive em mim, com o "se", com o "não ",  com os verbos, com as ligações, fluxos, contínuos, acúmulos. A cada dia o trabalho se torna o exercício, de abrir espaço, cavar mais fundo e repetir, e repetir, e se perder e repetir, e repetir e desapegar da "marca", e só marcar a morte certa do achado anterior, é tudo novo de novo, o antes já está morto. E ir cada vez mais fundo em nossos poços, e no poço da obra. Pensar em/ imaginar: morte, paixão, repressão, dor, lágrima, sorriso, amor correspondido, ignorado, calado, sonhado, se sentir acuado, poderoso, frágil, duvidoso.....
Nossos corpos, nossas vozes, nossas presenças e ausências, nossa união, nosso apartar-se, nossas conquistas e faltas, nossas humanidades, convocam o que nesse aqui e agora? Nesse tempo de balas perdidas, sensibilidade esmigalhada, onde encontrar o olhar do outro e encontrar todo esse universo particular e nuclear da vida, tornou-se ato autômatico,violento, comum em seu sentido mais pobre, raso em seu sentido mais fundo, onde não nos encontramos como mares infinitos e cheios de possibilidade boa, onde enxergo no outro uma continuação de mim que se constrõe até por dimensões que não vejo. Não ignorar o que meus olhos não conseguem ver, já dizia Guimarães Rosa: "Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo". Não é fácil, não é bolinho, viver é tudo ao mesmo tempo agora, e sabemos que esse tudo é muita coisa, mas não devemos fugir, encarar de peito aberto e receber, e receber, e receber, pra quem sabe em algum momento desses tenhamos algo pra doar. Somos meio duros e meio moles, tudo bem, mas não sejamos encerrados em nós mesmos, lutemos para criar juntos um universo pelo menos no agora mais nosso, e que ele seja sempre prenhe de possibilidades de vida, morte só ao "eu sozinho". Dida

sexta-feira, 19 de outubro de 2012


De como alimentar-se de nossas fomes - 1

Momento de abrir espaço para nossas FOMES. E do que temos FOME? Temos FOME de dizer o que?
CRIAR, GERAR, MOBILIZAR FOMES! E nesses tempos difíceis temos FOME do que? Temos sido nutridos por todos os buracos, reentrâncias, cortes, que somos e que moram em nossos corpos.
ELT é casa para abrir caminhos, mostrar algumas trilhas, possibilitar encontros com a carne da palavra e dos corpos vindos de outras casas, que continuam a nos provocar a ir a diante e construir nossas próprias trajetórias.
Agora vivo nesse momento em que procuro retomar algumas visões, relembrar palavras e corpos daqueles que passaram por nós até aqui, e que nos trouxeram e nos fizeram. E me pergunto: como esse arsenal de brilho vivo de arte; como todos esses materiais, alimento vital para continuar, se transforma. Como se transforma em algo que me ergue como pilar, que está em pé, mais cheio, transbordando. Ali para espargir contradição, oposição, crítica, visão de mundo, que defende um ponto de vista, mas está aberto a receber o choque das outras presenças, e apartir dai modificar o agora, e criá-lo e moldá-lo, e fazer dele poesia, poesia lírica, poesia política, poesia filosófica, poesia inventada, com o simples e poderoso gesto poético de estar em vida.

Dida

sexta-feira, 27 de julho de 2012


``VOLTAMOS SUPER EM BREVE PARA DAR MAIS PASSOS, NA NOSSA CAMINHADA NA CASA 15!- Dida

sábado, 23 de junho de 2012

NòZ!





Aprendizes: Renato Lima, Fernando Porfírio, Daniel Gregório, Monique Maritan, Cássia Caneco, Thais Nogueira, Caíque Albuquerque, Jonathan Well,
Erika Vicentina, Juliano Fuda, Diego Inácio, Katiuscia, Bruna da Matta,
Giuliano Bonesso e Leonardo Carvalho
Mestres: Juliana Monteiro, Thiago Antunes, Pedro Mantovani e Mariana Senne

Experimento Narração!

Dia 19 de Julho. Mestre Juliana Monteiro.
Registro fotográfico Leonardo Carvalho









Registro fotográfico Cássia Caneco








sábado, 12 de maio de 2012

Disse Mário Quintana sobre essa semana da F15:


"Não me ajeito com os padres, os críticos e os canudinhos de refresco: não há nada que substitua o sabor da comunicação direta."




by da Matta

terça-feira, 1 de maio de 2012

Ensinamentos de uma aula de corpo:
"Toda nuvem foi feita pra passar." M. Senne



"A respiração é a base do corpo harmonioso. Respiramos com parcimônia (...), como o dono de um apartamento de cinco quartos que vivesse na cozinha. (...) Respirar superficialmente, irregularmente, torna-se o meio mais eficaz de nos dominarmos, de não termos mais sensações. Uma respiração que não chega a nos oxigenar bastante faz com que o trabalho dos órgãos vá perdendo a velocidade, reduzindo nossas possibilidades de experiência sensorial e emotiva. Assim, acabamos "bancando o morto", como se nossa maior preocupação fosse a de sobreviver até que o perigo - viver! - tenha passado."

"Adquirimos desde cedo um repertório mínimo de gestos, nos quais não pensamos mais. Durante o resto da vida, repetimos esses movimentos sem criticá-los, sem lembrar que são apenas uma amostra de nossas virtualidades. Como se tivéssemos aprendido só as primeiras letras do alfabeto e ficássemos satisfeitos com as poucas palavras que com elas podem ser formadas. Nesse caso, não só o vocabulário seria reduzido, mas também a capacidade de pensar, raciocinar, criar."

- Trechos retirados de O corpo tem suas razões (Thérèse Bertherat e Carol Bernstein)


post: da Matta

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Apresentação de partituras físicas individuais.19 de Abril de 2012Mestre: Juliana Monteiro

Registro fotográfico: Leonardo Carvalho





















quarta-feira, 4 de abril de 2012

O homem ajuda o homem?

Experimento cênico realizado no dia 29 de março de 2012
Metre: Juliana Monteiro
"O homem ajuda o homem?"

Registro fotográfico: Leonardo Carvalho










segunda-feira, 12 de março de 2012

FESTA !

A festa é uma comemoração e uma Recepção aos novos aprendizes da Escola Livre de Teatro, a Formação 16.

Venham! seu ingresso é a sua bebida!

Rua Pedro Alvares Cabral, 80 - Santa Terezinha (próximo à Escola Livre de Teatro)
Sexta, 16 de Março de 2012 - 22:30 até 06:00


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

                                                  SALVE OS SONHOS DO LOUCO DALI

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

INTENSO/VIVO

Somos agora vinte corpos convocados a experiência do reencontro. Reencontro com nossas raízes, com nossos laços e idéias, com nossos apoios (nosso próprio corpo e a existência de mais corpos companheiros de labuta e aprendizagem), com nosso fluxo de impermanência, que aparece logo que nos vemos cara a cara com nossas faltas e excessos..
Somos convocados a apenas pisar o chão dessa Escola: frio, molhado, manchado, suado... e sentir que esse não é só mais um dia, mas é "o dia". Dia de encarnar a criação, e partir para luta. Somos corpos em pleno processo de libertação e descoberta; não é fácil, dói, cada passo é uma conquista, e ligados pela terra e pelo céu, esticamos feito massinha de modelar nas mãos de um garotinho.
Sentimos nossos centros, deslocamos com ele o mundo, atravessamos com o olhar a parede da sala de vidro, como olhos de raio laser, e agora ultrapassamos esses muros pichados. Somos agora pura conexão, movemos com nossos centros/universos o infinito, e assim comungamos a força com o Cosmos.
Provocados por uma mestre, que sempre nos questiona sobre o tamanho de nossos teatros; quem queremos tocar; onde? No centro do Cariri num chão de terra batida ou num enorme teatro na Grécia!? E que acredita que o público não é burro, e que devemos alimentar o sonho, o impossível, o distante, mostrar que podemos no palco, tomar um chá de muitas maneiras, formas e cores, pois é o público que cria suas histórias apartir do material compartilhado, somos esse mecanismo aberto e vivo, que possibilita o devaneio. E pra isso devemos estar prontos!
Não pra ensinar, mas pra provocar impulsos de vida, que levem a quem participar do encontro a lugares antes escondidos e encobertos pela neblina da consciência. Viva, as pequenas fagulhas que prenunciam uma bomba atômica de transformação, em um pura descarga de boas energias.
Seguimos transpirando Tchekhov, Shakespeare, Rodrigues, Campbell e sua incrível visão de mundo, com sua Lótus de sabedoria e paz; com Bogart e suas trajetórias, formas e pinceladas de presença; com Suzuki e as pernas cansadas, mas agora fortes; de novo Nelson, só que agora com pitadas de Freud; a violência nos traços de Egon Schiele; as pin-ups; o cinema noir, e muitas, muitas outras coisas. Seguimos acreditando e sonhando com nossos teatros, nesse que é só o começo de nosso caminhar.


Evoé
Dida

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011


A ELT firmou-se, nestas duas últimas décadas, como um dos mais importantes centros de formação e pesquisa teatral do país e como um dos projetos pedagógicos mais sérios na área de Artes Cênicas.
Em 2012, continuam as atividades já iniciadas em 2011 e são abertas novas vagas para diversos de seus Núcleos. Continuam a trajetória iniciada os processos ainda inconclusos e, para estes, não se oferecem vagas para iniciantes. Outros, entretanto, abrem-se para receber novos aprendizes.